É só um menino
sozinho na selva
dançando ciranda
com lobos e armas;
um crack sem bola
na vida de pedras
tão cheia de faltas...
Era só um menino,
e gostava de música.
terça 27 dezembro 2011 12:48
Era de sol seu abraço.
Colo de nuvens
onde a dor serena.
terça 27 dezembro 2011 12:44
Ela traz sua morte na
manga,
eu sei.
Blasfemará da ausência de lua
quando o céu for azul
pela última vez
e já sem chão, no pódium do banquinho,
em solilóquio lembrará dos seus
e então gritará seu profundo silêncio,
sua dor molhada;
depois enforcará sua sombra
com seu meio-dia.
terça 27 dezembro 2011 12:42
Uma ferida fala
o doloroso e lento
idioma das esperas.
Na noite azul de oferendas
o corte no sorriso
cansado de só...
A solidão é uma cicatriz
que anda pelo corpo.
terça 27 dezembro 2011 12:36
De onde vem esse conluio de pássaros?
Volúpia de vozes se arrastando em transe
a febre em delirium tremens
salão sem chão da loucura;
rumor que escorre entre as dobras,
fendas de ventos e búzios;
os espaços devorados pelos incêndios do verbo
que encurta os passos da culpa;
o medo que nunca adestra sua matilha de gritos
vociferando latidos às escâncaras da noite...
Para onde vão essas asas?
domingo 27 novembro 2011 20:45
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